A empresa anunciou receita de 5,116 bilhões de francos suíços no País em 2013, equivalente a R$ 11,9 bilhões, considerando a cotação média do ano. A empresa afirma que o resultado gerou crescimento “de dois dígitos” sobre 2012 no País, mas, na moeda original suíça, o efeito do câmbio gerou queda de 10,4% na comparação com 2012.

Em 2013, o dinamismo da Nestlé foi puxado pelos emergentes, incluindo o Brasil. A multinacional obteve 44% de seu faturamento nessas economias. As vendas nesses mercados cresceram 9,3% em 2013, acelerando em relação aos 8,8% parciais dos nove primeiros meses do ano. Nos países desenvolvidos, a expansão das vendas foi de apenas 1%.

Mas, apesar do bom resultado, o Brasil caiu de terceiro para quarto maior mercado da empresa, com a ascensão da China. O ‘ranking’ agora é: Estados Unidos em primeiro e China, França e Brasil na sequência.

Globalmente, a Nestlé projeta para 2014 um ano mais difícil, com crescimento fraco nos países desenvolvidos e abaixo dos níveis recentes dos emergentes. Mas, sobre o Brasil, Paul Bulcke, presidente da companhia, afirmou que isso não afetará o ritmo dos investimentos. “Estamos com investimento igual ao do ano passado. Temos muitas fábricas no Brasil e não vamos pará-las”, afirmou o executivo.

Mesmo em relação à alta inflação brasileira, Bulcke destacou que “em outros países é muito pior”. Mas ele admitiu que, de uma forma ou de outra, esse fator, além do menor crescimento da economia e da desvalorização da moeda, traz alguns problemas.

Globalmente, as vendas da Nestlé cresceram 2,7% em 2013, totalizando 92,2 bilhões de francos suíços (US$ 99,4 bilhões na cotação média). O lucro líquido ficou em 10 bilhões de francos suíços (US$ 10,8 bilhões,) com queda de 2% sobre o ano anterior.

[Fonte: SM]

 

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