A loja de moda conceito exposta pelo Alibaba neste mês mostrou a força da inteligência artificial. A empresa expôs as peças da loja de moda americana Guess. O estabelecimento ficou aberto até o último dia sete em Hong Kong e mostrou como os lojistas podem beneficiar os consumidores ao investir em tecnologia.

Experiência na loja

Para entrar na loja, os consumidores precisam fazer o check-in com um celular conectado ao Taobao, marketplace do Alibaba que vende de roupas íntimas a matérias para escritório. Os clientes ainda podem optar por ter os rostos escaneados para uma experiência mais personalizada.

Dentro da loja, os visitantes olham as roupas como em qualquer loja comum. A diferença está no “smart mirror” (espelho inteligente). Quando o cliente pega uma roupa e junta a peça ao corpo, ou apenas aponta para o espelho, o smart mirror mostra todas as informações sobre o produto – preço, disponibilidade de estoque e opções de cores. O espelho inteligente também mostra combinações personalizadas para completar o look. Se os consumidores gostaram da sugestão, o equipamento aponta a localização das outras peças.

Provadores

Na hora de provar, a loja justifica o conceito “livre de estresse”. Os clientes não precisam carregar sacolas cheias. Basta que eles acrescentem as peças ao carrinho e caminhem até o provador, onde os funcionários entregam os produtos. Antes de entrar nos provadores, os consumidores também precisam fazer um check-in usando a conta no Taobao. Assim, eles podem solicitar que os colaboradores da loja tragam tamanhos ou cores diferentes na hora de provar as roupas.

Uso de dados

O conceito mostra como a Inteligência artificial pode ser importante para os varejistas. A tecnologia mostra em tempo real quais são os produtos mais populares entre os consumidores. Não só os que tiveram a compra efetivada, mas também os que são provados com mais frequência.

Além disso, a AI pode ajudar as empresas a oferecer uma experiência de compra melhor, assunto muito debatido hoje em dia. O sistema de gestão também auxilia os lojistas no controle de estoque, já que pode mostrar onde cada peça está. Com os dados que os clientes produzem nas lojas, os varejistas conseguem melhorar a experiência do cliente fora dos estabelecimentos. Sabendo quais peças um determinado consumidor provou, a empresa é capaz de oferecer descontos personalizados em produtos que interessam o cliente.

Mesmo com o caráter provisório e fim da loja, o Alibaba já sabe como quer usar os dados dos visitantes. A empresa pretende lançar uma sessão dedicada a vestuário no aplicativo do Taobo. A novidade permitiria que os compradores visualizassem roupas que experimentaram no ponto de venda físico. Além disso, eles poderiam receber novidades de outras marcas que pertencem ao Alibaba.

(Por NoVarejo – Leonardo Guimarães) varejo, núcleo de varejo, retail lab, ESPM, Alibaba