Saber o que pensa e o que busca o pequeno varejista e entender qual o melhor método para atrair o consumidor para o seu PDV. Estas foram algumas das questões que o Café da Manhã Trade Marketing da ALLIS, realizado hoje (14), procurou responder ao convidar especialistas como Ricardo Pastore, coordenador do Núcleo de Estudos do Varejo da ESPM, e Marco Aurélio, diretor da auditoria de varejo da GfK (4ª maior empresa de pesquisa de mercado do Brasil).

Durante o encontro, Marco Aurélio apresentou algumas novidades sobre o mercado de Trade, além de um estudo sobre o crescimento do pequeno varejo, a importância da presença desse segmento e as mudanças pelas quais ele tem passado. “Os consumidores estão mudando de comportamento, em função da atual estabilidade econômica. Com isso, muda também as suas escolhas e critérios, de acordo com o estabelecimento que ele procurar”. Ou seja, a mesmo cliente que paga mais de R$ 3000 por uma bolsa pode entrar no mesmo dia em um supermercado e só levar um determinado requeijão se ele estiver em promoção, exemplifica.

A pesquisa trazida por ele comprova essa ideia. Dos 750 consumidores ouvidos pela GfK em todo o País, durante o mês de abril, quase 50% dos que vivem em pequenos municípios frequentaram pequenos varejistas (também conhecidos como mercados de vizinhança) nos últimos seis meses. Ainda de acordo com o levantamento, esses clientes transitam em média por oito canais diferentes no mês, dentre eles: os hipermercados/supermercados (em 1º lugar), as padarias (em 2º), farmácia/perfumaria (3º) e supermercados (de cinco a nove check outs), em 4º.

Na opinião de Aurélio, os resultados mostram que o consumidor está se tornando cada vez mais prático e seletivo quando opta pelos multicanais. Os principais fatores que o levam a essas escolhas são: proximidade (92%), horário de funcionamento (25%), preços baixos (24%) e os produtos oferecidos (16%).

Pastore compartilha da mesma opinião, acrescentando durante sua apresentação sobre as novas tendências em PDV, que o varejo precisa acompanhar os novos comportamentos do consumidor. “O cliente espera aprender com a experiência pelo produto ou serviço, e o varejo deve oferecer soluções em conhecimento para seus clientes, ligadas a inovação, tecnologia e comunicação no PDV, por exemplo”, detalha o coordenador.

O fato é que para ambos o varejo brasileiro é a bola da vez para os investidores e precisa estar preparado para esse destino, “passando de um varejo de relacionamento (conhecido como 2.0) para um varejo de valorização do ser humano (também chamado de varejo 3.0)”, conclui Pastore.

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