>(não leu a primeira parte, clique aqui)

A história da Cauda Longa também se reflete no varejo e começa a multiplicar o número de lojas. É a presença do consumidor no ponto de venda que força as empresas a encontrar uma forma de se comunicar com o freguês potencial de modo personalizado, muito mais eficaz do que na mídia de massa.

Tendo como exemplo a televisão que é o mais óbvio, um comercial que fala do Rio Grande Sul ao Maranhão, do Acre à Recife e João Pessoa, a informação chega da mesma forma para pessoas obviamente diferentes. Com pontos de vistas, perfil sócio demográfico, atitudinal, psicológico, antropológico, totalmente distintos. Grupos individualmente muito diferentes. E o ponto de venda é, vamos chamar assim um meio de comunicação que capaz de atingir esse consumidor individualmente. O ponto de venda é mídia, o que quer dizer mídia, Meddium, em latim o meio é meio e não deixa de ser.

O que é o ponto de venda senão também um modo de comunicação da empresa com o seus fregueses potenciais. Daí começaram a desenvolver a ponta de gôndola e tantas outras ferramentas. E ultimamente o Digital Signage, a televisão no ponto de venda, com mensagens interativas e eficazes.

Ricardo Pastore – Como uma determinada loja, fisicamente falando. Seja do Pão de Açúcar, seja do Ponto Frio, seja do Magazine Luiza, seja do Carrefour ou do Walmart, em um determinado bairro, local, atrai um determinado público muito mais, coeso, consistente, diferente do que a mídia de massa que fala ao consumidor do Oiapoque ao Chuí. As empresas podem direcionar esforços de comunicação para aquele particular Público? Não são todos iguais, mas são grupos que possuem vários de seus comportamentos bastante homogêneos.
Professor Ivan Pinto – E por que a agência não entra nisso também? Deixa de ser “agência”, por que agência vem do agents, era o agente que representava o veículo junto ao anunciante, e esse nome ficou, então tudo bem, mas enfim, essa empresa provedora de serviço de comunicação, por que investir nessa comunicação direcionada.

E os PDV’s são ótimos por que estão em contato com o cliente, conhecem os seus problemas, as suas estratégias, enfim, participaram muitas vezes e ajudam na elaboração das estratégias de comunicação, da identidade da marca. Assim é mais fácil visualizar uma especialidade que tem hoje um crescimento de importância muito sensível, muito visível e vamos explorar isso de alguma forma. E é o lugar que decide o jogo. Pesquisas mostram que aproximadamente 80% das decisões de compra são feitas dentro do ponto de venda.

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