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Apesar de ter sido fundada em 1962, em uma época onde seria difícil imaginar o avanço do comércio on-line, o Walmart possui mais de 11 mil lojas e atende 140 milhões de compradores por semana nos 28 países em que está presente ao redor do mundo. E, apesar da sua “geração”, a rede varejista se tornou o segundo maior varejista on-line, atrás apenas, da Amazon.

Durante o Mobile Beat 2017 (MB 17), evento que aconteceu nos dias 11 e 12 de julho em São Francisco, nos Estados Unidos, Laurent Desegur, vice-presidente de Customer Experience Engineering (engenharia de experiência do cliente) da WalmartLabs, contou como a rede está construindo pontes entre suas operações digitais e sua rede global de lojas físicas com a ajuda da tecnologia de Inteligência Artificial para potencializar a relação digital entre a experiência online com a experiência no mundo real, de seus consumidores.

Segundo Desegur, essa relação depende de alguns fatores: oferecer preços baixos, gerenciar riscos e, não apenas ajudar os clientes a encontrar o que procuram, mas tornar a experiência de compra o mais conveniente possível. É o que ele chama de “Relacionamento Digital”: “Queremos garantir que haja uma experiência perfeita entre o que os clientes fazem on-line e o que eles fazem em nossas lojas”, disse durante o evento.

JORNADA DE COMPRAS

Atualmente, os clientes têm várias maneiras de comprar algo no Walmart. Podem ir até uma loja física e empurrar o tradicional carrinho de compras pelos corredores das lojas. Ou podem receber suas compras em casa, por meio de um sistema de delivery com parceiros que usam inteligência artificial para identificar as melhores rotas de entrega e ganhar mais eficiência operacional. Ou ainda podem fazer seus pedidos on-line e retirar na loja, evitando filas no caixa.

A inteligência artificial pode ajudar o varejista pois vai gerando insights (aprendizados) a partir da análise de dados do cliente para melhorar a personalização por meio de recomendações que possam antecipar o que os clientes desejam, por exemplo. “Com a tecnologia que estamos criando hoje através da inteligência artificial, podemos criar a loja do futuro”, acredita Desegur.

No último trimestre, a receita de comércio eletrônico da Walmart cresceu 63% em relação ao ano anterior. No mesmo dia em que a Amazon anunciou a compra do Whole Foods, o Walmart contra-atacou com a compra da Bonobos, varejista online de moda masculina, por US $ 310 milhões. 

Com informações do site Venture Beats

(Por Mercado & Consumo) varejo, núcleo de varejo, retail lab, ESPM