ecommerce-entrega

Você até queria entregar comida em casa para seus clientes, mas sabe que abrir um delivery não é para amadores. É embalagem, escolha do cardápio, controle de pedidos, entrega, e só de pensar na trabalheira, você desiste. Mas os apps UberEats e SpoonRocket querem facilitar a vida do seu restaurante.

O primeiro a chegar, em setembro, foi o SpoonRocket, aplicativo norte-americano comprado pela gigante iFood, com a promessa de entregar a comida em menos tempo e com mais cuidado. Em dezembro, a Uber lançou seu serviço de entrega de comida em São Paulo, o UberEats.

A proposta dos dois é bem parecida: os novos apps querem não apenas vender online o delivery do restaurante, como faz o iFood, mas ajudar a estruturar toda a logística do estabelecimento para fazer o serviço de entrega o mais rápido possível.

Mas quanto custa essa brincadeira para os restaurantes? O SpoonRocket cobra uma taxa fixa de 27% por pedido, e o UberEats, de 30%. Ou seja, o empreendedor só paga quando vende algum pedido.

No início, as equipes das plataformas prestam uma espécie de consultoria para organizar todo o funcionamento do delivery. Primeiro, fornecem as embalagens e ajudam a escolher os pratos com preparo rápido e qualidade para chegar até o cliente.

Também ajudam a descrever o cardápio e a fazer as fotos das comidas, além de treinar a equipe do restaurante para usar a plataforma do app e controlar as vendas online. “Desenvolvemos uma solução que vai de ponta a ponta. Todo o modelo de negócio foi pensado para o tempo de entrega ser menor para o cliente final”, explica o CEO do SpoonRocket, Roberto Gandolfo.

Tanto o SpoonRocket quanto o UberEates prometem entregar o pedido ao cliente em cerca de 30 minutos, em média. Para isso, os apps têm um sistema de algoritmos que localiza o motoboy mais próximo do restaurante quando o prato está quase pronto. As plataformas também mostram ao cliente os restaurantes mais próximos, para reduzir o tempo de entrega.

No aplicativo UberEats, os usuários podem rastrear o processo do seu pedido pelo app, como quando pedem um carro pela Uber para se locomover. “O UberEats coloca a tecnologia da Uber a serviço dos restaurantes e usuários”, explica a diretora de comunicação da UberEats, Gabriela Manzini.

Até agora, o SpoonRocket tem 400 restaurantes cadastrados em São Paulo, 100 estabelecimentos no Rio de Janeiro e 40 negócios em Curitiba. A plataforma foca em restaurantes que oferecem pratos mais caprichados e querem entrar no mercado de delivery. Por enquanto, o app não cobra nenhuma taxa dos usuários finais, mas deve passar a cobrar em breve.

A UberEats não divulga seus números e por enquanto só está em São Paulo. A empresa pretende ser mais democrática e aceita qualquer restaurante na plataforma, inclusive quem já tem delivery e está no iFood. O app cobra uma taxa fixa de sete reais por pedido dos usuários.

Vale a pena contratar?

Como qualquer tomada de decisão no seu negócio, é preciso avaliar com cautela se, para o seu restaurante, é vantajoso contratar um desses aplicativos, como esclarece a consultora de negócios do Sebrae, Juliana Berbert. Lembre que, para oferecer delivery, você precisará adaptar toda a estrutura física e de atendimento do restaurante para dar conta da nova demanda.

Além disso, a margem de lucro costuma ser pequena em serviços de alimentação, como você sabe bem, portanto, a taxa fixa de cerca de 30% por pedido pode pesar no orçamento. “Não ter que se preocupar com a logística de entrega é uma vantagem, mas pode sair mais barato contratar tudo por conta própria”, alerta Juliana.

A conexão emocional do cliente com a marca do seu restaurante precisa ser preservada, por isso, mesmo que você contrate os apps, é recomendável acompanhar de perto todos os detalhes da embalagem e da divulgação do seu negócio.

Também é importante avaliar se o público que o app atende integra a sua clientela. “Se você trabalha com delivery, estar em aplicativos é um caminho sem volta. Mas é preciso escolher a plataforma certa para você”, lembra a consultora.

(Por Exame – Júlia Lewgoy) varejo, núcleo de varejo, retail lab, ESPM